Segurança em Ambientes ATEX

manuseio de pós combustíveis e inflamáveis em ambientes industriais representa um risco significativo de explosão, exigindo que a solução de embalagem de grande volume atue como um dispositivo de segurança ativa, capaz de dissipar a eletricidade estática acumulada. A engenharia de segurança se baseia na norma internacional IEC 61340, que define diferentes classificações para invólucros de polímero com propriedades eletrostáticas controladas, sendo essenciais para operações em zonas ATEX (atmosferas explosivas). O risco surge quando o atrito do pó com o material polimérico (durante o enchimento ou descarregamento) gera acúmulo de carga eletrostática, que pode se liberar na forma de uma faísca de ignição. A solução técnica é incorporar materiais que garantam que esta carga seja neutralizada de forma segura e controlada, evitando que a energia da faísca atinja o Mínimo de Energia de Ignição (MEI) do produto em pó. Esta é uma exigência de compliance de segurança ocupacional e de processo que não pode ser negligenciada em setores como o químico e o farmacêutico, onde os pós manipulados frequentemente possuem baixos valores de MEI.

Classificação Tipo C e D

A inovação técnica se concentra nas classificações Tipo C (Condutivo) e Tipo D (Dissipativo). O Tipo C é fabricado com a inclusão de fios condutivos de carbono ou aço inoxidável interligados (grid condutivo) no tecido, que devem ser rigidamente aterrados ao sistema de enchimento ou descarregamento por meio de uma lingueta condutora para conduzir a carga estática diretamente para a terra. Esta solução é eficaz, mas exige um protocolo de aterramento estrito e constante monitoramento da continuidade elétrica. O Tipo D representa um avanço em flexibilidade e segurança, sendo projetado para dissipar a carga eletrostática para a atmosfera sem a necessidade de aterramento. Isso é conseguido através de fios dissipativos especiais que controlam a voltagem na superfície do invólucro, prevenindo a formação de descargas propagadas de alta energia (PBD). O teste de segurança para o Tipo D é o Teste de Faísca Propagada (PIT), que valida a incapacidade da embalagem de gerar descargas perigosas, sendo uma solução ideal para locais onde o aterramento é impraticável ou falível.

O controle de qualidade desses invólucros é rigoroso, envolvendo a medição contínua da Resistividade Superficial do tecido em laboratório para garantir que os limites definidos pela IEC 61340 sejam atendidos. Para o Tipo C, o teste verifica a continuidade da resistência do ponto condutivo ao ponto de aterramento. Para o Tipo D, a medição da voltagem de ruptura e do PIT é crucial. O invólucro deve exibir permanentemente o símbolo eletrostático e as instruções de uso claras para o operador. A rastreabilidade vincula cada invólucro ao seu Certificado de Conformidade Eletrostática e ao lote de material condutivo. Ao fornecer soluções de contenção anti-estática que cumprem as normas ATEX, o fornecedor assume a responsabilidade pela segurança do processo industrial, elevando a embalagem de grande volume ao status de equipamento de segurança essencial.

O texto acima "Segurança em Ambientes ATEX" é de direito reservado. Sua reprodução, parcial ou total, mesmo citando nossos links, é proibida sem a autorização do autor. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal. – Lei n° 9.610-98 sobre direitos autorais.